Comunicado

Por que a WMO Brasil não cobrará filiação anual de lutadores a partir de 2026

Ajudando na transformação do Muaythai no Brasil.

A partir de 2026, sob a gestão da nova diretoria nacional, a WMO Brasil adotará um novo modelo de atuação junto ao Muaythai brasileiro: lutadores não precisarão pagar filiação anual à WMO Brasil para competir em eventos chancelados ou sancionados pela organização.

Essa decisão está diretamente ligada ao propósito estratégico da World Muaythai Organization no Brasil e à forma como a nova gestão compreende o cenário nacional.

O objetivo da WMO Brasil não é criar mais uma estrutura fechada, baseada na obrigatoriedade de filiação de atletas. O objetivo é atuar em parceria com o circuito independente, fortalecer eventos já existentes, ampliar oportunidades e contribuir para que o Muaythai brasileiro se desenvolva de maneira mais sustentável, colaborativa e economicamente viável.

Por que não cobrar anuidade dos lutadores?

A nova gestão da WMO Brasil entende que não faria sentido defender o fortalecimento econômico do cenário nacional e, ao mesmo tempo, criar uma nova cobrança anual obrigatória para que lutadores possam competir.

Grande parte dos atletas brasileiros já enfrenta custos significativos ao longo de sua trajetória esportiva, incluindo:

  • treinamentos;

  • equipamentos;

  • alimentação;

  • preparação física;

  • exames;

  • inscrições;

  • transporte;

  • hospedagem;

  • deslocamentos interestaduais;

  • custos relacionados à equipe e à preparação para competir.

Diante dessa realidade, a WMO Brasil entende que seu papel deve ser o de buscar reduzir barreiras e ampliar oportunidades, e não criar uma nova obrigação financeira anual para o atleta.

Por esse motivo, a participação de lutadores em eventos chancelados pela WMO Brasil não estará condicionada ao pagamento de uma anuidade de filiação à organização.

O circuito independente precisa ser fortalecido, não substituído

O circuito independente do Muaythai brasileiro é formado por diferentes promotores, equipes, academias, empresários e grupos que atuam em cidades e estados de todo o país.

Esses trabalhos possuem características próprias. Cada evento construiu, ao longo dos anos, sua identidade, sua forma de organização, sua relação com atletas, treinadores, público e parceiros locais.

Em muitos casos, esses grupos não possuem ligação institucional direta entre si. Ainda assim, todos contribuem para a formação de atletas, para a geração de oportunidades competitivas e para a manutenção do Muaythai em atividade no Brasil.

A WMO Brasil não pretende criar um novo cenário obrigando esses trabalhos a se adaptarem a uma estrutura fechada.

A proposta é justamente o contrário.

A organização pretende construir mecanismos para apoiar, reconhecer e aproximar iniciativas independentes, respeitando a autonomia de cada evento e criando pontos de conexão que possam fortalecer o cenário nacional de forma colaborativa.

Uma organização a serviço do cenário, e não um cenário a serviço da organização

Esse é um dos princípios centrais da nova gestão da WMO Brasil.

Durante muitos anos, diferentes modelos organizacionais do esporte foram desenvolvidos com foco prioritário em seus próprios membros, filiados, circuitos e estruturas internas.

A WMO Brasil propõe uma lógica diferente.

O objetivo é olhar para o Muaythai nacional de maneira mais ampla, reconhecendo que o esporte brasileiro não é desenvolvido por uma única organização, um único grupo ou uma única rede de eventos.

O Muaythai brasileiro é construído diariamente por diferentes agentes.

São promotores, treinadores, academias, equipes, árbitros, empresários, profissionais de saúde, produtores, patrocinadores e, principalmente, lutadores que mantêm o esporte em movimento.

Por isso, a WMO Brasil entende que uma organização internacional presente no país pode exercer um papel estratégico de apoio institucional, criando pontes e oportunidades sem exigir que todos abandonem suas identidades para integrar um sistema fechado.

Lutadores são independentes

Para a WMO Brasil, existe um princípio fundamental:

lutadores precisam lutar onde existem oportunidades para lutar.

A carreira de um atleta de esporte de combate é construída por meio de experiência, atividade, evolução técnica e oportunidades competitivas.

Por essa razão, a WMO Brasil não pretende limitar o atleta a um único circuito organizacional.

Um lutador poderá competir em eventos independentes, eventos chancelados pela WMO, eventos promovidos por outros grupos e diferentes oportunidades compatíveis com sua carreira, respeitando os critérios técnicos, contratuais e regulamentares aplicáveis a cada competição.

A WMO Brasil entende que a independência competitiva do atleta é parte importante da construção de uma carreira esportiva mais ativa e sustentável.

Menos barreiras e mais perspectiva de carreira

A decisão de não cobrar filiação anual obrigatória dos lutadores faz parte de uma estratégia maior.

A WMO Brasil pretende contribuir para a construção de um verdadeiro circuito nacional com perspectiva de carreira.

Isso significa trabalhar para que a trajetória do atleta possa ser desenvolvida de maneira progressiva, conectando:

  • participação em eventos independentes;

  • atividade competitiva;

  • resultados esportivos;

  • rankings;

  • disputas relevantes;

  • oportunidades nacionais;

  • reconhecimento de desempenho;

  • possibilidades de representação internacional.

A proposta é fazer com que o atleta enxergue cada luta não apenas como uma participação isolada em um evento, mas como parte potencial de uma trajetória esportiva mais ampla.

O mérito esportivo em primeiro plano

Um dos pontos centrais da nova estratégia da WMO Brasil será a valorização do mérito esportivo.

Historicamente, diferentes modelos de representação esportiva estiveram vinculados à participação formal em determinadas organizações, circuitos ou sistemas de filiação.

A proposta da WMO Brasil é ampliar essa perspectiva.

A partir da nova gestão, atletas que atuam no cenário independente poderão construir caminhos para oportunidades de representação internacional vinculadas à WMO, de acordo com critérios técnicos, esportivos e regulamentares definidos para cada processo.

Isso significa que um atleta não deverá ser automaticamente excluído de uma oportunidade simplesmente por não pagar uma filiação anual à WMO Brasil.

A análise deverá considerar fatores como:

  • desempenho esportivo;

  • atividade competitiva;

  • resultados;

  • nível técnico;

  • categoria;

  • experiência;

  • posição em sistemas de classificação aplicáveis;

  • critérios específicos de seleção;

  • disponibilidade para a competição.

Uma nova possibilidade de representação internacional

A nova estratégia da WMO Brasil pretende criar caminhos para que atletas do circuito nacional possam alcançar oportunidades internacionais, incluindo competições sul-americanas e mundiais vinculadas à estrutura da WMO.

O ponto central dessa mudança é que o acesso a essas possibilidades não será baseado exclusivamente na existência de uma filiação anual paga pelo lutador.

A WMO Brasil pretende trabalhar para identificar, acompanhar e reconhecer atletas em atividade dentro do cenário nacional, inclusive aqueles provenientes do circuito independente.

Dessa forma, um lutador poderá construir uma trajetória esportiva que, mediante critérios técnicos e processos de seleção, possa levá-lo a representar o Brasil em competições internacionais vinculadas à organização.

Uma mudança estratégica para o Muaythai brasileiro

A nova gestão da WMO Brasil entende que essa proposta representa uma mudança importante na forma de pensar o desenvolvimento do Muaythai no país.

Em vez de perguntar:

“De qual organização esse lutador é filiado?”

A WMO Brasil pretende fortalecer uma nova pergunta:

“O que esse lutador está construindo esportivamente dentro do cenário nacional?”

Essa mudança coloca a atividade competitiva, o desempenho e a trajetória do atleta em primeiro plano.

Ao mesmo tempo, valoriza o trabalho dos eventos independentes, porque reconhece que grande parte da experiência dos lutadores brasileiros é construída justamente dentro desses eventos.

Compromisso com um circuito nacional mais aberto

A WMO Brasil entra em uma nova fase com o compromisso de colaborar com o cenário nacional de maneira aberta e institucional.

A organização não pretende exigir que lutadores abandonem seus grupos, suas equipes ou suas relações esportivas para participar de eventos chancelados.

Também não pretende transformar a filiação anual em uma barreira obrigatória para o acesso às competições sancionadas pela WMO Brasil.

O objetivo é construir um ambiente no qual:

  • eventos independentes possam ser fortalecidos;

  • promotores possam ampliar seu respaldo institucional;

  • atletas possam competir com maior liberdade;

  • resultados esportivos possam gerar novas oportunidades;

  • o mérito competitivo tenha maior relevância;

  • o circuito nacional possa se conectar a possibilidades internacionais.

O atleta no centro da estratégia

A decisão de não cobrar filiação anual obrigatória de lutadores representa um princípio da nova gestão da WMO Brasil:

o desenvolvimento do esporte precisa gerar oportunidades para quem mantém o esporte em movimento.

A WMO Brasil acredita que o fortalecimento do Muaythai nacional passa pelo reconhecimento do trabalho já realizado no país e pela criação de novos caminhos para atletas, eventos e profissionais.

A partir de 2026, a proposta é clara: apoiar o circuito nacional, reduzir barreiras, fortalecer eventos independentes e criar novas perspectivas de carreira para lutadores brasileiros.

O atleta não precisará pertencer a uma estrutura fechada para ser reconhecido.

O atleta precisará construir sua trajetória.

E a WMO Brasil trabalhará para que essa trajetória possa encontrar caminhos cada vez maiores dentro e fora do país.